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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Oposição flertou com Al Capone


Sem bandeiras, o movimento anticorrupção criado nos laboratórios da oposição ao governo Dilma exaspera-se. 

O afastamento de sete ministros sobre os quais pairavam dúvidas quanto a desvio de conduta e, mais recentemente, as operações da Polícia Federal que lancetaram o tumor formado pelo principal veículo de comunicação das oposições - a revista Veja - e  seu braço criminoso,o grupo de extorsão comandado pelo vulgo Carlinhos Cachoeira, inverteram a iniciativa no combate à corrupção.

Antes, grupos ligados aos 2 principais partidos de oposição pensavam haver encontrado o ovo de Colombo para marcar o governo legitimado pelas eleições de 2010 com a pecha da conivência com a corrupção. Achavam que a continuidade do coaxar em torno do mensalão seria o bastante para a criação de um estigma político que levaria o governo à defensiva perante a opinião pública.

Mas, como no bordão do anti-herói mexicano Chapolin, não contavam com a astúcia da presidente que, a par de estabelecer uma linha de conduta ética rigorosa em seu governo, manteve também os amplos poderes de investigação de que dispunha a Polícia Federal, vindo com isso – a um só tempo – colocar-se em sintonia com a opinião pública e a desbaratar o dispositivo de chantagem política montado pelas oposições.

Esse esquema fundava-se no tripé  representado pela crítica parlamentar exacerbada, reportagens bombásticas na mídia e a forja de elementos incriminatórios pelo  crime organizado. Massacrada no embate democrático, com a fuga maciça de deputados para os partidos da base de apoio ao governo federal e o esvaziamento do discurso de acusação à incompetência administrativa, à oposição não restou alternativa senão os discursos morais inflamados, lastreados nas manchetes semanais da revista Veja a partir de informações fornecidas por chantagistas.

Como tudo aquilo que na disputa política não é sustentável se não estiver escorado pela vontade popular, mostrou-se insustentável também a indústria de denúncias que a oposição montou com o apoio da revista Veja e os criminosos egressos do governo tucano de Goiás, liderados pelo contraventor Carlos Cachoeira.

Ainda não se deram conta os principais partidos de oposição que por mais malabarismos que façam para esconder o uso de prática criminosa, não conseguirão impedir que a CPI que se instalou no Congresso apara apurar os ilícitos de Cachoeira tragam à tona os métodos a que recorreram diante da perda de representatividade política.

 A queda do tripé oposição, Veja e crime organizado levará consigo também os movimentos artificiais urdidos para cobrar ação mais incisiva do governo federal. Não passa despercebido a ninguém que, diante do rigor das investigações postas em prática pelo governo, tais movimentos de poltrona omitam-se quando deveriam no mínimo reconhecer-lhe o mérito, como fez recentemente a secretária de estado norte-americana Hillary Clinton em recente visita ao País.    

Com o fenecimento do alarido das suas claques também a oposição a Dilma terá seu poder de fogo ainda mais diminuído ao término da CPI para investigar o que estava por detrás dos crimes da revista Veja e do contraventor Carlos Cachoeira, porque ficará revelado ao País que foi ela mesma ,ao final, a principal beneficiária dos crimes praticados.

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