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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Teste de maturidade para o PT


Engana-se quem considera que, dado a desorganização das oposições, as eleições de 2012 já estariam ganhas para o PT na maior capital do país.
Um cenário favorável é bem diferente de uma vitória assegurada, e os desentendimentos na base do governo no primeiro ano do governo Dilma tem tudo para transformar-se em um golpe branco no momento decisivo das composições eleitorais.
De uma hora para outra o improvável pode tornar-se possível e daí virar fato político. Como reagiriam aqueles que consideram que é possível voar sozinho em céu de brigadeiro se de uma hora para outra o PSDB retirar sua candidatura em favor de uma aliança, digamos, com o partido socialista de Eduardo Campos na capital paulista, que em plano estadual já integra o governo Alkimin?
Ou se todas as forças convergirem silenciosamente para Chalita, o candidato peemedebista, e a força combinada das máquinas administrativas do estado e do município produzir uma espécie de isolamento de Haddad? Tudo é possível numa eleição por natureza polarizada, mas que o enfraquecimento de um dos pólos, o tucano, associado ao interesse de aliados em debilitar o pólo mais forte é capaz de produzir “alkimias” inesperadas.
Na base de um fenômeno desfavorável desse tipo para o PT estaria o isolamento do petismo dos grupos mais conservadores da nossa sociedade. A mesma situação que levou Marta Suplicy à derrota quando considerou desnecessária a aliança com o PMDB ao enfrentar Serra em 2004.
As análises que fazem os analistas políticos conservadores, quando dizem que o teto do PT em qualquer disputa eleitoral na cidade de São Paulo é de mais ou menos 33%, deve-se ao fato de que é essa a cifra que corresponde à aliança capaz de ser estabelecida naturalmente entre os segmentos mais polarizados em torno do partido e os setores de classe média baixa, frente os de classe média tradicional que têm se mantido resistente a aproximações nos pleitos da capital.
Superar essa margem passa pela composição com os setores de classe média tradicional, que comumente vota com os partidos conservadores. Está certo Lula da Silva quando, com seu faro político, diz que é preciso reeditar no berço do PT a mesma aliança que o levou ao Planalto com  José Alencar bem como a Dilma com Michel Temer.
A oportunidade para escapar ao risco de isolamento está à mão com a eventual composição com Kassab, que ofereceria Henrique Meirelles de vice numa composição com Fernando Haddad.
Seria prudente neutralizar pelo menos uma das máquinas que se colocarão contra a candidatura petista na hipótese de uma não aliança, a municipal, e cooptar amplos setores das camadas sociais que torcem e torcerão sempre o nariz para o que consideram ser o radicalismo inato do partido vermelho.
A chance de vencer esta aí. Cabe saber se haverá maturidade para tanto.

Um comentário:

  1. System Of A Dilma:

    http://www.scmcampinas.blogspot.com/2012/01/system-of-dilma.html

    Dilma + System Of a Down
    juntos cantando Chop Suey!

    Vídeo incrível! Pra calar a boca da tucanalha!

    2012 é Nóis! 13!

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