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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Urubú no litoral: grupo de Serra nomeou em Porto Seguro



Parte da grana das privatizações de que se apropriou a turma de Serra foi investida em imóveis na chamada costa do descobrimento, mais especificamente em Porto Seguro no litoral da Bahia.
É do livro recentemente publicado A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Junior, a informação de que Gregório Preciado, genro do ex-governador de São Paulo, e a filha deste Mônica Serra possuem imóveis suntuosos nessas paragens de rápida valorização de terras.
Mas não foram apenas propriedades particulares que o grupo foi buscar na região. Buscou também investimentos imobiliários para dar legalidade à recursos trazidos de paraísos fiscais. Os negócios preferidos foram resorts de padrão internacional por meio de empresas de participações com sede em São Paulo.
Na administração do governador do estado Paulo Souto os operadores de Serra conseguiram transferir áreas públicas, desapropriar terras e expulsar famílias para viabilizar a implantação de grandes empreendimentos hoteleiros, como foi o caso da ilha do Urubú.
A ilha é uma valiosa extensão de 160 hectares de terras de que o grupo apropriou-se depois de uma operação de transferência de titularidade feita pelo estado para os antigos posseiros e depois  adquirida pelos paulistas por valor vil. Comprada por cerca de 250 mil reais a propriedade é avaliada hoje em mais de 7 milhões de reais.
Para facilitar as operações em áreas de relevância ambiental, ocupada por remanescentes de populações indígenas e por causa disso tuteladas pelos órgãos federais de meio ambiente, o grupo ligado a Serra conseguiu nomear em 2006 para a secretaria de meio ambiente do município de Porto Seguro o geógrafo  Beny Ricardo Abreu.
Beny é parente de Thomaz de Aquino Nogueira Neto ex-presidente da estatal paulista DERSA, que conduziu as obras do Rodoanel entre 2007 e 2009. Seu papel à frente do organismo municipal foi viabilizar licenças e trâmites burocráticos facilitados para as operações envolvendo a ilha do urubu e outros recantos visados por aqueles que o nomearam.
Obrigado a abandonar o cargo devido à eleição de Jaques Wagner para o governo baiano e ações ajuizadas pelo ministério público federal em razão de haver autorizado a instalação  de empreendimentos imobiliários em áreas  vedadas pela legislação ambiental, o ex-secretário foi alocado na empresa dirigida pelo padrasto Thomaz de Aquino em São Paulo.
Uma das ações civis públicas em que Beny é réu foi movida pelo Ministério Público Federal contra o Município de Porto Seguro e a empresa Trancoso Porto Livre Empreendimentos Imobiliários Ltda, pela concessão de autorização para a supressão de vegetação nativa nº 1064/2006 sem exigência de estudos ambientais prévios.
O desmatamento de 42 hectares de matas virgens beneficiaria as obras de construção do hotel-boutique Txai  Trancoso cuja instalação estava prevista junto à foz do rio Trancoso, onde predominam manguezais, brejos e restingas.
Já na estatal DERSA,  Beny Ricardo atuou primeiramente no desmatamento da faixa de domínio do Rodoanel e depois no malogrado plantio compensatório das obras das marginais do Tietê que consumiram 80 milhões de reais mas cujos resultados foram tão desastrosos quanto os produzidos no litoral da Bahia, com a perda de mais de 50% das mudas plantadas.     

3 comentários:

  1. EU FICO INCONFORMADA COM TAMANHA CARA DE PAU DESSES PILANTRAS CORRUPTOS, EO POVO PAGANDO A DURAS PENAS TODO ESSE TEMPO

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  2. Eu estou entre inconformada, revoltada e indignada com este corruptos, ladrões, desgraçados que estão acabando o país e o povo brasileiro. Isto já deveria ter penas, justiça pesada para estes miseráveis. Um absurdo.

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  3. sem querer partidarizar, mas partidarizando, esse PSDBDEM é miserável no sentido chulo da palavra...

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