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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Uma questão de coerência

Com as pesquisas eleitorais mais recentes indicando queda de intenções de voto no candidato Netinho, do patamar de 10% do eleitorado para a faixa dos 5% dele, o PCdoB não dispõe de muita margem de manobra nas eleições municipais de São Paulo para sustentar o pragmatismo que tem marcado o partido na última década.

Integrante da base do governo federal desde o primeiro governo Lula, o partido tenta demonstrar autonomia com relação ao PT em São Paulo a fim de otimizar os resultados das disputas políticas em escala nacional.

Mas vendo estreitarem-se as janelas para uma composição que lhe renda os melhores resultados em termos de espaço de poder, o partido dispõe de pouco tempo para anuir com a proposta de composição de uma chapa que tem despertado também bastante interesse por partidos situados à direita do espectro político.

Um bom indicador das predisposições do PCdoB de chegar logo a uma composição com o PT,são as expectativas de aliança externadas pelos dirigentes de outro partido da base aliada com quem a agremiação comunista vem estabelecendo negociações com o mesmo fim, o PMDB.

Pois é exatamente do ponto de vista desse prognóstico de aliança com o PMDB é que se revela de interesse matéria publicada pelo jornal Valor Econômico, na qual o dirigente paulista do partido centrista manifesta-se descrente com relação a uma parceria eleitoral com o PCdoB e dá como certo ingresso da legenda na chapa encabeçada por Fernando Haddad. Leia matéria abaixo.

                            

Presidente do PMDB-SP vê PCdoB mais perto de fechar aliança com o PT

Por Raphael Di Cunto | Valor

SÃO PAULO - A despeito das declarações de dirigentes do PCdoB sobre a chance de coligação com o deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP) para a Prefeitura de São Paulo, o presidente estadual do PMDB paulista, Baleia Rossi, vê o PCdoB mais perto de fechar com o PT. “O PCdoB ainda não fez a declaração oficial, mas a gente acha que eles apoiarão o PT mesmo”, disse.

Segundo Rossi, há 90% de chance de deixar a escolha do vice de Chalita para depois da convenção do partido, marcada para domingo na Praça da Sé, centro da cidade. A indefinição permitirá oferecer a vaga na chapa para atrair outras legendas, embora o pemedebista veja poucas chances de sucesso.

“Continuamos conversando, mas não temos grandes esperanças”, afirmou. Os alvos são o PCdoB e o PTB, que tem como pré-candidato o ex-presidente da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), Luiz Flávio Borges D´Urso. Ambos são cortejados também pelo PT, que já ofereceu a vice de Fernando Haddad, e pelo PSDB do ex-governador José Serra, que ofertou a Secretaria Estadual de Justiça. Pelo menos, por enquanto, o presidente do PTB de São Paulo, Campos Machado, mantém a candidatura própria.
Chalita homologará na convenção o apoio de três partidos: PSC, PSL e PTC. O deputado pretende concorrer com duas chapas de vereadores, cada uma com 110 candidatos. Uma composta por PMDB e PSC, e outra por PSL e PTC. O pemedebista será o terceiro com mais tempo de propaganda eleitoral de televisão e rádio, com aproximadamente cinco minutos.

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